No caminho do tempo

Não podia começar esse texto e nem falar de outro assunto que não fosse o tempo. Assim como na obra do Salvador Dali, vejo o tempo escorrer por entre os meus dedos, como se eu tentasse recuperá-lo, mas por mais que eu tente ele continua encontrando saída pelos vãos de minha mão e quando eu menos percebo, já se foi. Assim tem sido meus dias, quem acompanha o blog deu pra notar que há uns bons dias não apareço por aqui, pois bem, o tempo insiste em correr e quem não o acompanha fica para trás. 

A correria do dia a dia, trabalho, compromissos, tudo isso contribui para preencher o nosso dia e fica como recado, desenvolver a nossa capacidade de conciliar todas as nossas obrigações. As vezes eu paro e observo onde estou, e sem perceber me pego passeando pela minha infância, brincando de ser feliz e que por horas eu era, simplesmente pelo fato de que meu único compromisso importante era este. Digo sobre a felicidade, por ser o único sentimento que me abrigava quando o meu tempo era somente para ela. Claro que as escolhas quem fazemos somos nós e que devemos sempre estar preparados para os desafios que a vida nos propõe, mas é natural em algum momento nos pegarmos nesse dilema pois enquanto pensamos o tempo continua correndo.

Quem condiciona as nossas escolhas somos nós mesmos. Nós fazemos a gestão do nosso tempo, mas acredito que todos os planos que temos em nossa cabeça tem tudo para dar certo e quando colocamos em prática, nem sempre o resultado é o esperado. A parte ruim é que não podemos voltar no tempo para consertar e é quando percebemos que essa oportunidade já se foi. E assim levamos, fazendo dessas experiências o aprendizado de amanhã.

O tempo obrigatoriamente nos faz crescer e mais ainda, nos faz o que somos hoje. Todas as experiências que temos na bagagem é o que nos compõem e quando falamos em crescer, pode ser que seja também, assumir que o tempo tem toda importância de nos ensinar que perder também é ganhar.


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