Quanto vale uma amizade?

Já ouvi muito sobre o impossível mas hoje o que posso dizer é que, impossível mesmo é viver sem amigos. Aqueles que se tornam nossos diários e sabem mais de nós do que nós mesmos e que em algum momento da nossa vida irá dizer coisas que não serão fáceis de ouvir.

Se lembram do primeiro dia na escola? Quando seus pais decidiram te colocar em um lugar com pessoas que você nunca viu, com hábitos diferentes dos seus e que a partir daquele instante se tornaria seu novo espaço e passaria a maior parte da sua vida ali. O primeiro contato com pessoas de diferentes jeitos e uma daquelas várias crianças se aproximaria de você e quando menos percebesse era com ela que estaria brincando mais, correndo e dividindo o lanche. Mas por quê?

Nas minhas observações eu sempre analisei o fato da aproximação por personalidades semelhantes, e claro que não sou nenhum especialista para dizer se é correto, mas como gosto de observar as coisas de um modo geral sempre refleti muito para chegar a uma opinião. Confesso que falar de amizade não um assunto tão fácil para mim e pensei muito antes de escrever sobre o assunto aqui.

Sempre fui de conversar muito e fazer amizades mas não foi fácil para mim descobrir que existia uma grande diferença entre colegas e amigos. Deposito muito de mim em minhas amizades, e para mim isso me preenche de uma forma prazerosa. Estar na presença de amigos com quem pode contar, rir e conversar com códigos e olhares são momentos únicos que ninguém pode tirar de você. Trocar qualquer coisa para estar com os amigos é o mesmo que pegar um caderno e escrever sua maior história, seu aprendizado de tudo que sabe hoje e que um dia irá contar para alguém como se tivesse acontecido ontem.

Mas como nem tudo era só maravilhas, as brigas não eram boas e eu sofria bastante com isso. Demorou até eu perceber que elas eram necessárias para fortalecer os laços e que com certeza te ensinaria muito e das próximas vezes pensaria melhor antes de entrar em uma briga, a menos que fosse para defender os amigos.

Se parar para lembrar de quantas coisas já viveram juntos, as aventuras que se enfiaram, as loucuras que já fizeram e os momentos que viveram, aposto que a maioria de nós escreveríamos vários livros. Mas as vezes a vida segue e o final deles não seria um dos melhores. No decorrer da nossa caminhada as responsabilidades aparecem, os nossos focos mudam e as coisas vão se encaminhando de forma que quando você se depara, no susto, já não estão tão próximos mais e você não se vê com outra alternativa a não ser continuar a andar.

É quando nos retornamos para os nossos livros, agora chamadas de lembranças, e vivemos novamente só que dessa vez como espectador. E logo mais nos veremos de volta naquela mesma situação escolar só que dessa vez com menos fantasia e mais realidade.



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