Diário #1: Onde vive meu eu

Vou começar com uma pergunta e quero que sejam sinceros na resposta: Onde vive o seu eu? Como muitos de nós passamos a vida, quase, inteira procurando o nosso verdadeiro eu, alguns até encontram e saberiam dizer sem nenhum problema onde está, mas eu vim até aqui pra lembrar daqueles que ainda procuram. E antes de mais nada: SIM! eu sou um deles.

Narrar o quão difícil é conviver com vários universos, já não é novidade por aqui e até se torna bizarro o assunto, mas eu sei que existem várias pessoas nessa busca também. Assim como foi pra mim, assumir a busca de identidade ainda é uma tarefa muito difícil e eu tenho certeza que não estou sozinho nessa. Ainda me espanto com os que dizem com facilidade o que é ou quem é, isso é algo extremamente profundo, tão fundo que quem chega lá acaba nem conseguindo voltar.

É quase um labirinto com milhões de voltas que te seduz e sempre que se aproxima do alvo, ele se afasta e a entrada se apaga como uma fumaça no ar. É tão interno que vai além de qualquer matéria orgânica, que nem a física pode desvendar, que até a alma desistiu de alcançar. É um buraco gigante cheio de nada que espera o dia que será tudo.

Na busca pela nossa essência vamos nos iludindo com as fantasias, acreditando que os pés sairá do chão e poderemos voar livremente sem nenhum obstáculo. Mas é aí que eu percebo que quanto mais caminhamos, mais nos divertimos, mais conhecemos e ganhamos, que não estaremos totalmente cheios e daremos graças por poder continuar.

Que mesmo confuso e que tudo gire como um parafuso desgovernado sem freios, esse pode ser, agora, o meu eu.


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