Que os sentimentos nos repare


Tava aqui pensando em como os sentimentos transformam pessoas, transformam vidas. Deixa a maioria de nós sem rumo, confunde tudo e nos deixa sem saída. Causa um turbilhão de sensações, te faz sair do chão e chegar ao céu em fração de segundos, uma hora está bem outra não. Quem vai entender tudo isso? Quem, certamente, um dia já passou por isso.

Levar uma vida sozinho seria a maneira mais fácil de seguir, não ter com o que se preocupar a não ser você mesmo, isso basta. Vamos crescendo e criando responsabilidades que só o tempo nos ensina a administrar, uma tarefa árdua diante de tantos sacrifícios que fazemos no percorrer do caminho.

Racionalizar as emoções sempre foi uma das coisas mais fáceis pra mim, em nenhum momento me abalar por sentimentos estava nos meus planos. Até algo acontecer e me tirar do eixo. Pessoas são capazes de tudo, não por vontade própria, mas só o fato de serem importantes para alguém pode causar um estrago enorme, ou não.

A minha indagação gira em torno de estarmos preparados ou não para viver tudo isso, de forma que consigamos achar o equilíbrio onde a razão e a emoção possam andar de mãos dadas apenas contribuindo, mesmo que errando. Encontrar um estado de evolução onde tudo não se acabe por pouco ou onde os corações sejam profundos a ponto de entender que estaremos ali independente de qualquer coisa que aconteça.

Creio eu que essa preparação é para tudo na vida, em especial nas relações que temos construído e se desfazem rapidamente por tão pouco. Nos condicionamos a entender que se amar é ser egoísta, não dar a oportunidade de errarem e aprenderem com o erro, devemos apoiar quem precisa e tentar quantas vezes forem necessário mesmo que já tenha perdido as esperanças. Os erros não estão a toa por aqui e sei que são tão necessários quanto os acertos.

Aprender é se ver no outro e entender que em outras situações podemos ser semelhantes, é estender a mão quando na verdade sua vontade é fingir que não viu, é se importar e valorizar as lágrimas de quem chora e que um abraço é o suficiente.

Não é condenar.

É se dar a oportunidade de viver e aprender a ser alguém melhor a cada dia, entender que as vezes é necessário abrir mão de si e ser o outro, é colocar o coração nos pequenos gestos e fazer deles inesquecíveis. É entender de uma vez por todas que sentir é o melhor caminho para ser feliz.


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