Cheguei aos 28

Estava ansioso para que chegasse o dia, as reflexões que tanto lutei para que não acontecessem estão aqui comigo novamente. Cara amiga, suas visitas são sempre turbulentas mas te agradeço, sem elas não seria metade do fui.

Hora de relembrar as poucas novas que um ano me reservou, o momento de abrir a caixa das relíquias que deposito tantos sentimentos e que me cobrou tanta força agora me exige coragem. Consciente de tudo que posso vir a sentir, o peso é dobrado e a prova de resistência começava ali.

A primeira lembrança de cara foi a perda, as tantas que me aconteceram que até eu já não me encontrava. Meu eixo já não era nem o meu centro e nem o que me movia, eu precisava encontrar algo que fosse maior do que tudo isso e me fizesse percorrer almejando algo maior. No fim, entendi que a perda é um buraco na alma incapaz de ser fechado e pronto.

A segunda foi a solidão, esta que me acompanha desde meu primeiro suspiro. A que me fez a vida toda buscar por qualquer coisa que me completasse ou que fizesse me ver de outra forma. Agora, somos um só. Ela e eu. Decidi conhecê-la, desbravar seus mistérios para enfim perceber que ela não é tão má e que dali saem coisas maravilhosas. Nos tornamos amigos e cada dia nos conhecemos mais e mais.

Houveram as terceiras, quartas, quintas... Que por horas me tiraram a atenção e algumas lágrimas. Rever quem era, quem fui e não se reconhecer. Poder agradecer as mudanças e a quem trazem elas todos os dias. Reconhecer os méritos que a vida nos dá e permite que cada dia seja uma nova história de um novo ser que renasce.

Aos medos que criei e que deixei, agradeço. De nada seria se não tivessem a mim. Os que me fizeram conhecer até onde posso chegar.

E que seja tudo diferente sempre, pois assim serei força a enfrentar o que vier.


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